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Suspiros de 2007 e o que esperar de 2008

Por Chico Lopes

Meus leitores sabem que sou mais de ver ou rever filmes em DVD do que de ir aos cinemas porque, decididamente, não tenho espírito novidadeiro o bastante para achar, entre os tantos lançamentos, algum que me pareça mais digno de atenção. Os filmes, na atualidade, chegam rápido ao formato DVD e, tendo passado o tempo de barulho, de “sucesso”, sofrem certa decantação (ela também mais acelerada, em que pese o paradoxo) e pode-se escolher melhor. O que não nos isenta de decepções, porque, hoje em dia, há muito mais publicidade que qualidade. Os outdoors, capas de revista, páginas da Internet, obas aqui, obas acolá, dão a impressão de que cada filme que sai é imperdível. É a ilusão de um mundo excessivamente consumista onde o excesso de sinais pretensamente qualitativos a todos engana.
Nessa floresta de chamarizes falsos, é preciso ter certa resistência crítica que chega a parecer estoicismo e escolher com frieza.
O hábito de ver e trabalhar profissionalmente com filmes dá considerável fadiga nesta época, quando todo mundo se põe a fazer listas dos melhores do ano, encontrando certas unanimidades e estranhando quando alguém não dá muita bola pra elas.
Eu não me abalo. Creio que, ecoando o “ficou chato ser moderno/agora serei eterno”, de Drummond, procuro mais o que é sólido nesse mar de futilidades e descartes automáticos que nos assola. Simplesmente, Will Ferrell e Adam Sandler e não sei mais quem ainda não me convenceram de que são comediantes ou atores minimamente interessantes - ninguém pode superar Jack Lemmon ou Jerry Lewis nesses momentos e, se uma mesma locadora dispõe de títulos novos e antigos, e o usuário que entra conhece bem o cinema do passado, só entrará em fria vendo coisas novas se quiser. Leia mais no Verdes Trigos

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