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Por Alexandre Bez
Segundo Bez, o ciúme no amor tende a ser mais normal e controlável, indo a índices aceitáveis de controle e adaptação (no caso da perda). Já na paixão, o ciúme é perigoso e descontrolado. Não possui bases para o diálogo e pode se tornar, em alguns casos, letal.
Segundo o psicólogo Alexandre Bez especializado em relacionamento pela Universidade de Miami, na Flórida e ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia – UCLA, o ciúme é um sentimento inerente ao ser humano, mas não deve ultrapassar o limite do permitido numa relação. “O normal em uma relação é que o ciúme agregue preocupação e proteção à outra pessoa”, explica o especialista.
Bez completa ainda que esse sentimento que muitos acreditam ser negativo é de grande importância num relacionamento. “A ausência do ciúme também é preocupante, pois pode ser um indício de que o amor está se perdendo”, diz Bez.
No código internacional de doenças – CID-10 e no DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais – Quarta Edição, o ciúme é classificado como transtorno delirante na subdivisão de ciúme.
Quando o ciúme passa do aceitável para o patológico?
Alexandre Bez explica que o desejo desenfreado de controle e dominação, especialmente de ter a posse da outra metade, pode denotar uma patologia e se identificada desde o início, pode evitar uma série de percalços pelo caminho.
De acordo com o especialista, há como os casais evitarem muitos dissabores na relação, mas para isso é preciso que ambos fiquem atentos a pequenos sinais ou a sua própria história amorosa.
A companheiro(a) que já tenha passado por experiência da traição no relacionamento passado, certamente trará consigo mais desconfianças e temerá sofrer novamente na relação atual.
Se houver inclinação para o ciúme exagerado e evoluir para uma patologia, viverá numa eterna tortura pessoal e em função de sua compulsão. Cabe ao casal enfrentar a situação unidos e jamais dar margens a desconfianças.
O ciúme anormal desencadeia desde a agressividade simples (verbal), podendo partir para a agressividade bruta ou corporal. Quem desenvolve esse tipo de ciúme, muitas vezes, tem desestrutura do ego, em função de baixa auto-estima e autoconfiança extremamente comprometidas.
O exagero no ciúme também pode ter origem de uma patologia psicológica – Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Gerando conflitos internos como, por exemplo, achar que está sendo traído. Mediante esse comportamento, começar a perseguir sua companheira (o) e desenvolver compulsão pela averiguação da traição ou não.
O ciúme difere quanto ao amor e a paixão?
Segundo Bez, o ciúme no amor tende a ser mais normal e controlável, indo a índices aceitáveis de controle e adaptação (no caso da perda). Já na paixão, o ciúme é perigoso e descontrolado. Não possui bases para o diálogo e pode se tornar, em alguns casos, letal.
Em função dessa atitude, pode desencadear um comportamento de agressividade, envolver rivais imaginários, agir de maneira irracional e realizar atitudes impensadas, podendo gerar conseqüências drásticas.
No ciúme considerado normal, há uma intenção consciente, existe o diálogo, sobriedade e principalmente, segurança. Já no ciúme patológico, há desejos inconscientes, como raiva, vingança e até sentimentos de revolta, humilhação e insegurança. Motivados pelo complexo de inferioridade, pode desencadear atitudes extremas, chamadas de crimes passionais.
NOV/2008
Serviço:
Alexandre Bez – psicólogo especialista em relacionamentos, ansiedade e síndrome do pânico.
Fonte: Word Brasil
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