Notícias do Brasil, Esportes, Mídia e Tecnologia

EVENTO CELEBRA 70 ANOS DE LANÇAMENTO DO LIVRO “VIDAS SECAS”, DE GRACILIANO RAMOS

Ar Condicionado Split 7000 Btus Quente e Frio CBU07A 220V Consul
- Por: R$ 1.099,00 - 12X de R$ 91,58 sem juros

EVENTO MULTIMÍDIA GRATUITO CELEBRA 70 ANOS DE LANÇAMENTO DO LIVRO “VIDAS SECAS”, DE GRACILIANO RAMOS

Um evento multimídia gratuito celebrará, em novembro, os 70 anos de lançamento do romance “Vidas Secas”, considerado a obra literária mais importante do escritor alagoano Graciliano Ramos (Quebrangulo, AL, 27 de outubro de 1892 - Rio de Janeiro, RJ, 20 de março de 1953).
Marco na literatura brasileira, por trazer um relato contundente sobre a luta pela sobrevivência do sertanejo nordestino, além de abarcar uma crítica social às causas da miséria e do flagelo da estiagem, “Vidas Secas” já vendeu um milhão e meio de cópias e se encontra na sua centésima sétima (107ª) edição.
Intitulado “Vidas, para sempre secas?”, o evento-homenagem a Graciliano Ramos acontecerá a partir deste sábado, 1º de novembro (prosseguindo até o dia 30), nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108) e Cariri (rua São Pedro, 337 - Centro - fone: (88) 3512.2855) - este, em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará.

Atualidade e permanência da obra
Através de atividades como oficinas de leitura, mesas de debates, leituras guiadas, exposição temática e bibliográfica, seminário avançado, exibição de filmes, documentários e depoimentos, conduzidas por professores vinculados a várias universidades brasileiras (Ceará, São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Distrito Federal), além de pesquisadores e artistas, o evento multimídia tem por finalidade criar uma interação entre o mundo daquelas vidas secas e a sensibilidade de quem se propõe a conhecê-las. O objetivo é discutir a atualidade e a permanência de “Vidas Secas”, romance representativo da cultura brasileira contemporânea, conforme avaliação da Fundação William Faulkner (EUA).

A série de atividades contará com palestras e debates com a professora Elizabeth Ramos (neta de Graciliano), da pós-graduação em Letras da Universidade Federal da Bahia, e com o professor, ensaísta, editor e pesquisador Wander Melo Miranda, supervisor do projeto de reedição da obra completa de Graciliano Ramos, autor do livro “Folha Explica Graciliano Ramos” e titular de Teoria da Literatura da Universidade Federal de Minas Gerais, entre outros estudiosos da obra do romancista.
O evento multimídia em torno da obra e vida do escritor alagoano tem curadoria e produção dos professores, pesquisadores e ensaístas Fernanda Coutinho e Miguel Leocádio Araújo, ambos da pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará.

Leitura guiada para alunos de escolas públicas
O evento tem início neste sábado, 1º, às 10h30, no CCBNB-Fortaleza, com uma leitura guiada do romance “Vidas Secas” (Fragmentos de Vidas: a trilha de Fabiano e sua família), para grupos de alunos de escolas públicas de Fortaleza e da região metropolitana, dentro do programa Escola de Cultura. A leitura guiada pela professora Fernanda Coutinho e Sávio André Cavalcante, graduando em Letras pela UFC, prossegue até às 12h30.

No próximo dia 7 (sexta-feira), também de 10h30 às 12h30, será exibido o filme “Vidas Secas”, longa-metragem dirigido e lançado pelo cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos em 1963, em preto-e-branco (p&b), com duração de 103 minutos.
Este foi o único filme brasileiro a ser indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. Nesta película, é perceptível a influência marcante do neo-realismo italiano na obra do diretor Nelson Pereira dos Santos. O filme foi premiado nos Festivais de Cannes (França, 1964) e de Gênova (Itália, 1965).

Exposição temática e seminário avançado
No dia 12 (sexta-feira), às 17 horas, será aberta a exposição temática “Caras Murchas das Vidas Secas”. Com curadoria de Fernanda Coutinho e Miguel Leocádio Araújo, a mostra traz farta bibliografia e material iconográfico sobre a obra magna de Graciliano Ramos, bem como a sua fortuna crítica. A exposição fica em cartaz até 30 de novembro.
Por sua vez, o seminário avançado “Vidas, para sempre secas?” acontece no CCBNB-Fortaleza, nos dias 12 e 13 (quarta e quinta-feira), de 17h às 20h, e no CCBNB-Cariri, no dia 14 (sexta-feira), de 15h às 20h.
Em Fortaleza, no dia 12, com mediação da professora Neuma Cavalcante (Letras, UFC), serão apresentados os seguintes temas: “Gestos e palavras: a sabedoria feminina em Vidas Secas”, com Vera Moraes (Letras, UFC); “Graciliano Ramos: ”não silenciou sobre seu tempo”, com Odalice de Castro Silva (Letras, UFC); “O devir animal e criança em Vidas Secas”, com Peregrina Cavalcante (Sociologia, UFC); e o professor Zenir Campos Reis (Letras, USP), com tema ainda não definido.

Série de debates e leituras dramatizadas
O seminário prossegue no dia 13 no CCBNB-Fortaleza, a partir das 17h, com mediação do professor Adriano Espínola (Letras, UFC). Nesse dia, serão apresentadas as seguintes palestras: “Estranhos à festa”, com a neta de Graciliano, professora Elizabeth Ramos (Letras, UFBA); “Uma certa aliança: o amor representado em Vidas Secas”, com Mirella Márcia Longo (Letras, UFBA/CNPq); “As contas de Vidas Secas: fuga ou mudança?”, com Hermegildo Bastos (Letras, UnB); e “Animais e seres humanos: formas de conviviabilidade”, com Fernanda Coutinho e Miguel Leocádio Araújo.
No dia 14, o seminário se transfere para o CCBNB-Cariri, em Juazeiro do Norte. Lá, a partir das 15h, acontecerá uma leitura dramatizada de trechos do romance “Vidas Secas”. Às 16h, os professores Elizabeth Ramos, Fernanda Coutinho e Miguel Leocádio Araújo debatem com a platéia o tema “O que Vidas Secas nos quer dizer?”. O encerramento do seminário será às 20h.
No dia 25 de novembro (terça-feira), a partir das 19h, o programa de debates Literato terá como figura central o professor, ensaísta, editor e pesquisador Wander Melo Miranda (UFMG), responsável pela reedição da obra completa de Graciliano Ramos. No programa, ele dialogará com a professora Fernanda Coutinho, sobre as dimensões adquiridas pela obra do escritor alagoano no cenário cultural brasileiro, desde a sua inserção no Romance de 1930 até às leituras efetuadas pela nossa contemporaneidade.

GRACILIANO RAMOS

GRACILIANO RAMOS

Biografia de Graciliano Ramos
Primogênito de dezesseis filhos do casal Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ramos, Graciliano viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Volta para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano, casa-se com Maria Augusta de Barros, que morre em 1920, deixando-lhe quatro filhos.
Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Manter-se-ia no cargo por dois anos, renunciando em 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições , “(…) quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas”. Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar “Caetés”, em 1933.

Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública de Alagoas. Em 1934, havia publicado “São Bernardo”, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado pelo presidente Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar “Angústia” (1936), considerada por muitos críticos como a melhor obra.

Home-page : www.bnb.gov.br/cultura

Fonte: Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste)

Powered by

Notícias Relacionadas



Tagged as: , , ,