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ROLLING STONE PASSA A NOITE COM AMY WINEHOUSE E TRAÇA O PERFIL DA TRAGICÔMICA SOUL-STAR INGLESA

Tudo  à  volta  de  Amy  Winehouse  é  de  uma  bagunça  desastrosa:  sacos  de  batatinha  vazios,  bolinhas amassadas  de  papel  alumínio,  garrafas  de  cerveja,  caixas  de  lingerie  e  velhos  cartões  de  crédito  espalhados…  É  assim  que  a  repórter  Claire  Hoffman  da  revista  Rolling  Stone  (www.rollingstone.com.br)  descreve  a  casa  da  soul-star,  após  passar  uma  noite  em  sua  companhia.  Rolaram  conversas  descontraídas  sobre  música,  drogas  e  o  assunto  preferido  de  Amy:  Blake  [o  marido  preso].  “Pra  ser  honesta  Blake  está  longe,  estou  chateada,  sou  jovem.  É  como  se  não  tivesse  razão  para  viver.  Tem  sido  uma  fase  difícil”,  se  lamenta. 

A  edição  de  setembro  da  Rolling  Stone  brasileira  traz  um  curioso  perfil  da  artista,  que  completará  25  anos  em  14  de  setembro  e  passou  de  um  dos  mais  promissores  talentos  da  música  para  uma  catástrofe  tragicômica  e  fenômeno  midiático.  Filha  de  um  motorista  de  táxi  e  uma  farmacêutica,  Amy  alimenta  a  horda  de  paparazzi  que  faz  plantão  em  frente  à  sua  janela  com  notícias  cada  vez  mais  quentes  e  decadentes.  Carrega  o  nome  do  marido  em  um  “bolso”  tatuado  no  peito,  é  constantemente  flagrada  consumindo  drogas,  sai  às  ruas  de  sutiã  e  calças  jeans…    Mas  há  quem  ainda  encontre  vestígios  de  candura  nessa  figura  tão  extravagante:  Simon  Gross,  um  dos  fotógrafos  encarregados  de  ficar  em  seu  encalço,  diz  à  revista  que  seus  vícios  não  a  definem,  “há  mais  nela  do  que  isso.  Espero  que  um  dia  possa  tirar  fotos  dela  andando  de  bicicleta  no  parque  ou  alguma  outra  coisa  saudável”.

E  a  música?  Seu  disco  Back  to  Black  vendeu  mais  de  dois  milhões  de  cópias  e  lhe  rendeu  cinco  Grammys.  O  próximo  álbum  deverá  ser  “igual  ao  anterior,  mas  com  um  pouco  de  ska”,  explica  enquanto  vaga  inquieta  pelos  quartos  devorando  um  pão  com  banana  e  batata  chips.  Sua  vida  pessoal,  por  sua  vez,  corre  assim  como  seu  estado  de  espírito,  cheia  de  lapsos  de  consciência  e  em  um  ritmo  pulsante.  “Estou  em  uma  dieta  restrita  a  pizza.  É  para  ganhar  peso.  Adoro  comida,  só  ando  meio  estressada”,  afirma  relembrando  a  saudades  inconsolável  de  seu  amor,  embora  mal  tenha  tempo  de  se  sentir  só.  Em  sua  casa,  numa  ruazinha  pacata  da  capital  inglesa,  recebe  a  noite  toda  músicos,  traficantes,  massagistas,  amigos  e  fãs.  Isso,  sem  mencionar  a  quase  onipresença  dos  jornalistas  em  sua  vida,  o  que  nem  a  incomoda  mais,  pelo  contrário.  Durante  a  entrevista  à  Rolling  Stone  chegou,  inclusive,  a  pedir  a  um  paparazzi  que  lhe  comprasse  cerveja  na  esquina.  Referindo-se  a  mais  uma  interrupção  entre  tantas  que  viriam,  diz  polidamente,  “sinto  muito,  sou  uma  bosta  de  entrevistada”.

Fonte: Linhas e Laudas

Via MaxPress

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