CIÚME EM EXCESSO PODE SER QUADRO DE TOC
O ciúme pode ser entendido como sendo um conjunto de pensamentos, emoções e ações que são desencadeados por algum tipo de ameaça ao relacionamento. As definições de ciúmes geralmente têm em comum três elementos:
1) Ser uma reação frente à ameaça do relacionamento
2) A existência de um rival real ou imaginário
3) A reação visa eliminar os riscos de perda do amor
Enquanto o ciúme normal se caracteriza por ser transitório, específico e baseado em fatos reais, o ciúme excessivo seria uma preocupação infundada, irracional e descontextualizada. A queixa mais comum dessas pessoas é o controle que desenvolvem no relacionamento a ponto de “sufocar” o (a) parceiro (a).
Muitos ciumentos podem ainda apresentar comportamentos de verificação (ligar constantemente, verificar se o parceiro estava falando a verdade, checar e-mails ou ligações no celular, entre outros). Tais comportamentos são próximos dos sintomas compulsivos, presentes no Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Eles servem para diminuir a ansiedade presente no episódio ciumento.
Os ciumentos muitas vezes se sentem arrependidos diante das atitudes excessivamente controladoras. E é nesse momento que muitos deles recorrem à terapia, principalmente quando a relação já chegou ao limite. O medo da perda é o tema central do tratamento do ciúme excessivo, além da reavaliação do comportamento controlador.
Concluindo, muitos ciumentos sofrem em silêncio. Poucos deles sabem que o ciúme pode fazer parte de um quadro de “excesso comportamental” e geralmente não sabem que precisam de tratamento ou o procuram quando o relacionamento chega ao fim. Neste sentido, o (a) parceiro (a) ou mesmo as pessoas envolvidas podem ser indicadores importantes para a busca de tratamento.
Karen Camargo
Psicóloga Clínica
www.karencamargo.psc.br
Via MaxPress agência de Pauta
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