DEPRESSÃO: UMA DESCONHECIDA DENTRO DE CASA
June 16, 2008 by admin
Filed under Medicina, Saúde e Bem-Estar
A família do paciente também passa por momentos difíceis, pois acompanha a rotina de sofrimento que o aflige. Desde os primeiros sintomas às passagens por especialistas, exames, calmantes, terapias alternativas e nenhuma melhora efetiva. Passa-se então à famosa fase de cobranças, como culpá-lo por falta de força de vontade, de garra, e até julgando essa sua apatia como “simples” vontade de chamar atenção para si mesmo.
Cerca de 70% dos pacientes não sabiam que dores vagas ou difusas, de cabeça, nas costas ou mesmo distúrbios gastrintestinais também eram sintomas da depressão e 30% dos pacientes apresentam os sintomas físicos dolorosos por mais de 5 anos antes de receberem diagnóstico apropriado. Além disso, chegam a procurar um médico cerca de 5 vezes até ser constatado o quadro depressivo.
Ainda hoje, poucos entendem que a depressão não é sinal de personalidade fraca ou caráter débil, mas uma doença que tem vários fatores desencadeantes. Questões genéticas, bioquímicas ou hormonais fazem com que a pessoa com depressão, geralmente, fique indecisa em relação a tudo. Alguém tem que tomar decisões inclusive para iniciar o tratamento. Esse pode ser o papel fundamental da família.
Sobre a depressão
A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é conseqüência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Estes neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.
Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas, é preciso que seja aplicado um tratamento completo. Um dos mais recentes antidepressivos, a duloxetina, tem dupla ação, aumentando e balanceando os níveis de serotonina e noradrenalina no cérebro. Por isso, atua sobre os sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo) e físicos (fadiga, alteração de peso e sono, dores de cabeça, nas costas, no pescoço, entre outras) da doença, proporcionando significativo aumento da qualidade de vida do paciente. A duloxetina, um medicamento dos laboratórios Boehringer Ingelheim e Eli Lilly, foi estudada até o momento em mais de 6.000 adultos com depressão e é comercializada em mais de 40 países, entre os quais Estados Unidos, México, Reino Unido, Alemanha e África do Sul.
É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco.
Sobre o Cymbalta
Cymbalta é um antidepressivo da classe dos duplos inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com mecanismo de ação balanceado e potente. A serotonina e a noradrenalina são neurotransmissores responsáveis pelo equilíbrio das emoções e da percepção a estímulos dolorosos relacionados à depressão. A duloxetina é a mais moderna opção medicamentosa para o tratamento da depressão por agir nos sintomas emocionais (tristeza, ansiedade, humor depressivo) e físicos (fadiga, dores vagas e difusas no corpo) relacionados à depressão, além de apresentar bom perfil de tolerabilidade, aspecto importante para uma medicação que geralmente necessita ser utilizada por períodos longos.
Fonte: Fundamento Comunicação Via MaxPress
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