Lançamento - “O amor não tem bons sentimentos”

April 20, 2008 by admin  
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Escritor pernambucano Raimundo Carrero lança livro, é figura central de debate literário e ministra oficina sobre a arte de escrever narrativas

FORTALEZA, 19.04.2008 - Um dos maiores nomes da literatura brasileira, o escritor pernambucano Raimundo Carrero será a figura central da próxima edição do programa Literato, na próxima terça-feira, 22, às 19 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2ºandar - Centro - fone: (85) 3464.3108).

Nessa edição, Raimundo Carrero lançará o livro “O amor não tem bons sentimentos” (Iluminuras, 2008 - preço: R$ 26,00) e participará de debate literário com o jornalista Augusto César Costa, o escritor Pedro Salgueiro e a platéia presente ao Centro Cultural, que poderá formular perguntas por escrito. O debate será mediado por Augusto César Costa.

De quarta-feira, 23, a sexta-feira, 25, sempre de 14h30 às 17h30, Raimundo Carrero ministrará a oficina “A arte de escrever narrativas”. O objetivo da oficina é preparar o escritor ou aspirantes a escritor para a escrita do texto de ficção - romance, conto, novela - através da simplicidade e da sofisticação, trabalhando com técnicas narrativas na criação de personagens e histórias. Todo o trabalho da oficina terá como fio condutor o conto “O machete”, de Machado de Assis. As 40 vagas da oficina já estão preenchidas.

Breve biografia

O escritor Raimundo Carrero de Barros Filho nasceu em 20 de dezembro de 1947, em Salgueiro, no sertão central pernambucano. Um dos maiores nomes de sua geração na literatura brasileira, Carrero surpreende a cada livro que lança - o mais recente, O amor não tem bons sentimentos, elogiado pela crítica, ele levou aos palcos em forma de monólogo.

Como assinala o crítico José Castello, Carrero é um autor com o gosto pela invenção, dono de uma escrita arrancada dos nervos e que tem a coragem de errar. Suas obras retratam o cenário e a gente do Sertão e do Recife, mas sua temática não se restringe ao regionalismo.

A culpa e a redenção, temas universais, são a seiva, o sangue que corre em sua escrita, impiedosa, em tramas urdidas em crimes, traições, paixões e loucura. Raimundo Carrero se confessa um operário 24 horas da literatura - ofício que lhe tira o sono por causa da própria cobrança a que se impõe.

Em 1975, Raimundo Carrero publicou, com prefácio de Ariano Suassuna, seu primeiro livro, intitulado “A História de Bernarda Soledade - A Tigre do Sertão”, que obteve ótima repercussão mesmo fora de Pernambuco.

Ele nunca quis trocar Recife por Rio ou São Paulo, o que fez sua literatura não ficar tão conhecida quanto mereceria - e o obrigou a combater por muito tempo o rótulo de regionalista que todos os escritores nordestinos costumam ganhar.

Em compensação, tornou-se muito popular em seu Estado, promovendo concorridíssimas oficinas literárias, como a que vem ministrar no Centro Cultural Banco do Nordeste.

Com o romance “Somos pedras que se consomem”, de 1995, ganhou o prêmio de melhor romancista do ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), e o Prêmio Machado de Assis, instituído pela Biblioteca Nacional, de melhor romance do ano.

Esse livro foi incluído, ainda, entre os dez melhores livros de 1995, escolhidos pelo jornal O Globo, e entre as dez melhores obras de ficção daquele ano, selecionadas pelo Jornal do Brasil.

Em 2000, Raimundo Carrero conquistou o Prêmio Jabuti de Contos e Crônicas, com o livro de contos “As sombrias ruínas da alma”. Em 2003, lançou um novo romance, “Ao redor do escorpião… uma tarântula?”.

Em 11 de outubro de 2004, foi eleito para a cadeira nº 3 da Academia Pernambucana de Letras, tomando posse em 20 de janeiro de 2005. Nesse ano, publicou o livro “O delicado abismo da loucura”.

Carrero fixou-se, a partir da adolescência, no Recife. Tornou-se jornalista em 1969. Como jornalista, trabalhou no rádio, televisão e jornal Diário de Pernambuco durante 25 anos, tendo exercido vários cargos, como os de crítico literário e editor nacional.

Foi assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco. Integrou o Conselho Municipal de Cultura em Recife, durante oito anos, e o Movimento de Cultura Popular. Até 1998, foi presidente da Fundação de Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe).

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

Raimundo Carrero - (81) 8856.6208 / 3242.2561 - raimundocarrero@gmail.com; rcarrero@bol.com.br.
Carolina Teixeira (coordenadora dessa edição do programa Literato) - (85) 3464.3178 / 9629.1777 - carolinatr@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 3464.3196 / 8736.9232 - lucianoms@bnb.gov.br

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